A embaixadora de Angola em Itália, Josefa Sacko, mostrou-se, segunda-feira, em Roma, preocupada com a situação humanitária no Leste da RDC. A diplomata falou do deslocamento, da insegurança alimentar e da restrição no acesso humanitário às comunidades vulneráveis.
Josefa Sacko manifestou esta preocupação durante um encontro com a directora executiva do Programa Alimentar Mundial (PAM), Cindy McCain.
A embaixadora angolana referiu-se, igualmente, à escalada da crise humanitária generalizada no Sudão, que está a gerar graves riscos à segurança alimentar. Josefa Sacko sublinhou que estas situações exigem atenção internacional sustentada e coordenada.
“Gostaríamos, no entanto, de parabenizá-la pelos avanços que está a realizar no PAM, liderando a organização em meio a desafios contínuos e grandes cortes orçamentais, num momento tão desafiante para a segurança alimentar global, em que a assistência humanitária enfrenta um declínio acentuado”, frisou a embaixadora angolana.
Josefa Sacko, que foi nomeada recentemente como membro da mesa e coordenadora da lista (A) do Bureau do Conselho Executivo da organização, em representação da região africana, para um período de quatro anos, assegurou que há um envolvimento interactivo com o grupo africano, que expressa o total compromisso com as prioridades do plano estratégico para 2026-2029 aprovado pelo Conselho Executivo.
“Como parte da dedicação construtiva, aguardamos com grande expectativa as reflexões da directora executiva sobre os pontos que partilhados com o secretariado em nome da Lista A”, disse Josefa Sacko.
De acordo com a representante permanente de Angola junto das organizações em Roma, a avaliação tem que ver como o PAM vê o panorama humanitário em evolução em toda a África, incluindo os principais factores de necessidade, como conflitos, deslocamentos, choques climáticos, fragilidade económica e volatilidade do mercado alimentar, e como estes se cruzam para moldar os riscos operacionais para a organização.
As informações sobre os principais pontos de atenção do PAM nos próximos meses, assim como as prioridades de resposta, constituem preocupação importante para a região de África.Além disso, a organização tem uma visão sobre como está a adaptar a sua estratégia regional a esses contextos, incluindo a busca de equilíbrio das respostas a emergências com o fortalecimento da resiliência e a a forma como os Estados-membros podem apoiar melhor esses esforços.