A Representante permanente de Angola junto às agências das Nações Unidas, a Embaixadora Josefa Sacko apelou nesta segunda feira ao comité de segurança alimentar da FAO, e à comunidade mais ampla da FAO a apoiarem uma proposta de encomendar um estudo técnico independente que vá além dos sintomas e aborde as causas profundas da permanência da fome e a pobreza no mundo.
O estudo, segundo a Embaixadora Josefa Sacko deverá identificar os principais factores limitantes por detrás do contínuo declínio de desempenho em todo o continente africano, utilizando dados e metodologias do SOFI (relatório sobre o Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo) e fornecendo um plano de acção claro e baseado em evidências para ajudar os países africanos a corrigirem a sua trajectória.
O documento produzido, de acordo com a Diplomata angolana, não só responderia às necessidades urgentes do presente, como também fortaleceria o papel estratégico da FAO enquanto organização baseada na ciência, capaz de antecipar e resolver desafios alimentares globais com precisão, inclusão e impacto.
A Embaixadora Josefa Sacko, que falava na 53ª Sessão do Comité de Segurança Alimentar que decorre em Roma, reafirmou o compromisso de Angola em continuar a colaborar com todas as Nações-Membros na promoção da implementação e do impacto dos resultados políticos do CFS, (comité de Segurança alimentar), particularmente no contexto da segurança alimentar e nutricional.
A finalizar, a Diplomata angolana sublinhou que apesar de alguns progressos na agenda global, os resultados colectivos continuam longe das aspirações, salientando por esse motivo a necessidade de elaboração de planos de acção baseados na realidade, incluindo programas de rendimento familiar mínimo, medidas para reduzir as desigualdades regionais, e políticas para fortalecer a estabilidade económica, a educação, a criação de empregos, o acesso à água e ao saneamento, e a proteção ambiental.
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Embaixadora Josefa Sacko apresenta proposta na FAO