• Angola reforça papel multilateral na 37.ª sessão do Comité das Pescas da FAO em Roma


    A Ministra das Pescas e Recursos Marinhos de Angola, Carmem do Sacramento Neto dos Santos, participa em Roma na 37.ª sessão do Comité das Pescas da FAO (COFI 37), que decorre de 7 a 11 de setembro, para debater os desafios globais do sector.
    A delegação angolana integra a Embaixadora Josefa Sacko, Representante Permanente junto das Agências das Nações Unidas em Roma (FAO, FIDA e PAM), cuja presença sublinha o peso diplomático de Angola no diálogo multilateral sobre segurança alimentar e gestão sustentável dos recursos marinhos.
    Apesar dos progressos alcançados, incluindo o crescimento contínuo da aquicultura, que representa hoje mais de metade da produção mundial de proteína animal de origem aquática, a ministra Carmem dos Santos mostrou preocupação pelo facto de apenas 62,4% das unidades populacionais de peixes de água salgada se encontrarem em níveis biologicamente sustentáveis.

    Para a Ministra das Pescas e Recursos Marinhos este facto evidencia a urgência de reforçar a gestão baseada na ciência, a conservação dos recursos e a capacidade institucional dos Estados.

    A margem da conferência a Ministra Carmem Santos concedeu uma audiência ao vice-ministro da Turco da Agricultura e Florestas S.E. Ebubekir Gizligider, com quem abordou questões relacionadas a cooperação bilateral no domínio das pescas, em particular da transformação de pescado, área em que segundo o governante turco o seu país tem muita experiência.

    Durante a sua estadia em Roma a Ministra Carmem Neto tem ainda agendado um encontro com o Director da Divisão das Pescas e Aquicultura da FAO, Manuel Barange, com quem avaliará o progresso dos programas de apoio técnico em curso e identificará novas áreas de colaboração.

    A participação de Angola culminará com uma audiência com o Diretor Geral da FAO, Qu Dongyu, centrada na consolidação de parcerias estratégicas. O encontro deve abordar temas ligados a capacitação técnica, visando potenciar a competitividade e a sustentabilidade do sector pesqueiro angolano.