• Angola defende na FAO foco renovado em áreas essenciais para o desenvolvimento


    Angola defende que um foco renovado na sustentabilidade, inclusão, resiliência e eficácia, é o caminho para acelerar o progresso rumo ao desenvolvimento sustentável e ao fortalecimento de sistemas agroalimentares resilientes para uma África saudável e próspera.
    A posição de Angola foi avançada pela Embaixadora Josefa Sacko, Representante permanente de Angola junto das agências das Nações Unidas em Roma, durante 179ª SESSÃO DO CONSELHO DA FAO sobre o item cl 179/3: ajustes ao programa de trabalho e orçamento 2026-2027.
    De acordo com a embaixadora Josefa Sacko, Angola reforçou o compromisso com a eficiência, focando-se na redução de custos, na optimização do tempo e na melhoria da eficácia dos processos e por este motivo exorta a FAO a priorizar abordagens integradas que visem o aumento sustentável da produtividade agrícola.
    Na apresentação da posição de Angola a Diplomata destacou seis pontos essenciais que, sustenta, merecem maior atenção orçamental e programática nomeadamente: Transformação dos Sistemas Agroalimentares, Fortalecimento da Agricultura Familiar e das Cadeias de Valor, Promoção da Resiliência Climática e Gestão de Riscos: Angola, em particular, enfrenta desafios como a seca crônica no Sul, Inclusão Social e Igualdade de Género, Parcerias e Cooperação Internacional: E, por último, Eficiência e Transparência na Gestão de Recursos:
    A experiência de Angola, sublinhou, reforça a necessidade de promover práticas inovadoras e agricultura inteligente em relação ao clima e inovação, face às mudanças climáticas, garantindo um futuro alimentar e nutricional seguro para as populações.
    Angola defende igualmente uma alocação orçamental que assegure a inclusão económica e social, incluindo mulheres, jovens e comunidades vulneráveis, como pescadores e pastores. Componente vital da abordagem do sistema agroalimentar, a inclusão nos processos de planeamento e implementação, trás diversas perspectivas e fortalece a colaboração entre diferentes sectores e grupos de partes interessadas.
    Por fim, a Embaixadora Sacko disse que Angola reconhece o valor das parcerias multissetoriais, entre governos, sociedade civil, sector privado e parceiros internacionais como o FIDA e o PAM para alavancar fundos e conhecimento, acrescentando que Iniciativas como a FRESAN, financiada pela UE em Angola, oferecem lições valiosas na luta contra a fome e a vulnerabilidade.